17 de Janeiro, Uma nova visão sobre Zé Limeira, o poeta do Absurdo

O poeta conhecido como Poeta do Absurdo ou simplesmente Zé Limeira (Teixeira, 1886 – 1954), foi cordelista e repentista mais mitológico do Brasil. Mais um poeta do interior da Paraíba. Com variados temas abordados e aproximava muitas vezes ao delírio. Zé Limeira ficou conhecido como “Poeta do Absurdo” por suas características em distorcer histórias, poesias psicodélicas e surrealistas, e pelo neologismo esdrúxulo que criava.

A seguir um dos textos mais conhecido do poeta do absurdo:

O Marechal Floriano

Antes de entrar pra marinha

Perdeu tudo quanto tinha

Numa aposta com um cigano

Foi vaqueiro vinte ano

Fora dez que foi sargento

Nunca saiu do convento

Nem pra lavar a corveta

Pimenta só malagueta

Diz o Novo Testamento!

Pedro Álvares Cabral

Inventor do telefone

Começou tocar trombone

Na volta de Zé Leal

Mas como tocava mal

Arranjou dois instrumentos

Daí chegou um sargento

Querendo enrabar os três

Quem tem razão é o freguês

Diz o Novo Testamento

(...)

Quando Dom Pedro Segundo

Governava a Palestina

E Dona Leopoldina

Devia a Deus e o mundo

O poeta Zé Raimundo

Começou castrar jumento

Teve um dia um pensamento:

“Tudo aquilo era boato”

Oito Noves fora Quatro

Diz o novo Testamento.

Os cordéis do poeta Zé Limeira são raros, por isso que esses cordéis não têm muitas informações. Como poeta ele foi um dos grandes cordelistas da sua época por volta dos anos 1930 até 1970. Até hoje seus versos são lembrados por vários poetas.

LIMEIRA, Zé, Diz o novo testamento.

Teixeira,____. Bibliografia sobre Zé Limeira, 1886- 1954.

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