O poeta conhecido como Poeta do Absurdo ou simplesmente Zé Limeira (Teixeira, 1886 – 1954), foi cordelista e repentista mais mitológico do Brasil. Mais um poeta do interior da Paraíba. Com variados temas abordados e aproximava muitas vezes ao delírio. Zé Limeira ficou conhecido como “Poeta do Absurdo” por suas características em distorcer histórias, poesias psicodélicas e surrealistas, e pelo neologismo esdrúxulo que criava.
A seguir um dos textos mais conhecido do poeta do absurdo:
O Marechal Floriano
Antes de entrar pra marinha
Perdeu tudo quanto tinha
Numa aposta com um cigano
Foi vaqueiro vinte ano
Fora dez que foi sargento
Nunca saiu do convento
Nem pra lavar a corveta
Pimenta só malagueta
Diz o Novo Testamento!
Pedro Álvares Cabral
Inventor do telefone
Começou tocar trombone
Na volta de Zé Leal
Mas como tocava mal
Arranjou dois instrumentos
Daí chegou um sargento
Querendo enrabar os três
Quem tem razão é o freguês
Diz o Novo Testamento
(...)
Quando Dom Pedro Segundo
Governava a Palestina
E Dona Leopoldina
Devia a Deus e o mundo
O poeta Zé Raimundo
Começou castrar jumento
Teve um dia um pensamento:
“Tudo aquilo era boato”
Oito Noves fora Quatro
Diz o novo Testamento.
Os cordéis do poeta Zé Limeira são raros, por isso que esses cordéis não têm muitas informações. Como poeta ele foi um dos grandes cordelistas da sua época por volta dos anos 1930 até 1970. Até hoje seus versos são lembrados por vários poetas.
LIMEIRA, Zé, Diz o novo testamento.
Teixeira,____. Bibliografia sobre Zé Limeira, 1886- 1954.
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