01 de Janeiro de 2013. Obra reúne 22 partituras de fase pouco conhecida de Luiz Gonzaga


Quando se ouve falar em choro vêm imediatamente aos ouvidos os sons de violões, flautas, cavaquinhos e bandolins. Mas, surpreendentemente, a sanfona também pode ser incluída nessa lista, graças ao mais conhecido sanfoneiro do Brasil, Luiz Gonzaga (1912-1989). Ele, que ficaria imortalizado pela alcunha de Rei do Baião, andou flertando nas décadas de 30 e 40 com ritmos como polca, mazurca, valsa e choro.

Esse período é abordado no livro Luiz Gonzaga: Tem Sanfona no Choro (Instituto Moreira Salles/R$ 50/72 págs.), que reúne 22 partituras de choros gravados por Luiz Gonzaga entre 1941 e 1946. A obra tem organização do músico e pesquisador Marcelo Caldi, que transcreveu as partituras a partir das  gravações originais, já que não havia registro escrito dessa fase de Gonzagão.
Mas o livro traz, além do conteúdo técnico, outros itens que podem interessar ao leitor que não sabe tocar sequer um acorde. Um desses itens é o texto do pesquisador Fernando Gasparini, fazendo pequena biografia do músico pernambucano. Ainda que não traga informações surpreendentes, vale para conhecer uma fase ainda um pouco obscura da vida dele.  

O item mais valioso, que deve interessar inclusive aos fãs de Luiz Gonzaga, é um CD instrumental com 13 faixas produzido por Marcelo Caldi. São regravações de músicas compostas por Gonzagão em raros LPs lançados na década de 40. Com exceção de duas músicas criadas  com os parceiros Francisco Reis e Zé Dantas, as demais têm Luiz Gonzaga como único compositor.

Fonte iBahia

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