Com a estrutura em madeira, o boneco original tinha a cabeça, o busto e
as mãos em papel gomado e massa corrida para o acabamento, pintados
numa tonalidade semelhante à da pele humana. Media 3,50 metros e pesava
50 quilos. Seus braços eram recheados de palha para colchão e, assim
como os punhos e as mãos, continham areia para mantê-los em posição
durante as evoluções. Para a confecção das roupas foram necessários mais
de 22 metros de tecido.
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| Homem da Meia-Noite Carnaval em Olinda Década de 1930. (Fonte: Pernambuco Arcaico) |
O carregador do boneco gigante o leva na cabeça, apoiado em uma almofada. Para que possa se orientar ao andar e dançar, a cintura do boneco fica na altura dos seus olhos, onde existe uma abertura (no local da braguilha da calça do boneco). Sua primeira sede ficava na Rua do Amparo nº 31. Atualmente, está localizada em frente à Igreja de Nossa do Rosário dos Homens Pretos, no bairro do Bonsucesso, na Marim dos Caetés. O hino do clube, tanto a letra quanto a música, são de autoria do mestre Bernardino da Silva, que foi diretor da Banda 10 de Novembro, de Olinda. Desfilou sem interrupções de 1931 até 1949. De 1950 a 1953, no entanto, o clube não saiu principalmente por falta de recursos financeiros. A partir de 1954, ano de comemoração da Restauração Pernambucana, o então prefeito de Olinda, Alfredo Lopes, destinou verbas para o clube que voltou a desfilar sem mais interrupções até hoje.
Seu calunga, o boneco gigante mais antigo a circular pelas ladeiras olindenses, foi escolhido por aclamação popular para ser o símbolo do carnaval 2006 e da cidade de Olinda, 1ª Capital Brasileira da Cultura.
Em dezembro de 2006, o Clube de Alegoria e Crítica O Homem da Meia-Noite recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Como Ponto de Cultura, a agremiação tem responsabilidade para com o fomento da cultura carnavalesca e da produção artística de Olinda.
Fonte: FUNDAJ

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