No momento em que o som se rompia no frevo, o Recife tremia ao passo do frevo, "Tão louca e tão bela, aquela dança! Uma verdade maior que as verdades ditas ou escritas saía dos seus quadris, até então bem-comportados." Até quem não podia saia ao passo de um belo frevo.
Para encerar esse post deixo aqui as palavras do nosso poeta, cronista e jornalista, mas principalmente nordestino Antonio Maria:
| Antonio Maria |
Muitas vozes, de madrugada, o menino acordava com o clarim e as vozes de um bloco. Eles estavam voltando. O canto que eles entoavam se chamava “de regresso”. Não sei de lembrança que me comova tão profundamente. Não sei de vontade igual a esta que estou sentindo, de ser o menino que acordava de madrugada, com as vozes de metais e as vozes humanas daquele Carnaval liricamente subversivo.
Meu quarto era de telha vã. Minhas calças, brancas. Meus sapatos, de tênis. Meu coração, inquieto. E nada tinha sido ainda explicado."
Nenhum comentário:
Postar um comentário