"Escrever, compor, pintar, atuar, nada disso é trabalho, é o exercício lúdico, revigorante, glamouroso, e sublime de um dom artístico. [...] O sujeito senta, sintoniza suas antenas privilegiadas com as musas e, com quem apenas respira, ou pratica qualquer ato destituído de esforço, produz a obra de arte. Ela já traz em si a sua própria recompensa e o artista, esse escolhido da fortuna, não precisa mais nada para sobreviver.
Por conseguinte o artista não pode pensar em dinheiro. Se pensa, não passa de uma prostituta, um embusteiro que vende seu duvidoso talento para manter-se, sustentar a família ou até, segundo o que parece ser, no ver geral, o destino da maioria, ficar rico zilionário."
RIBEIRO, João Ubaldo. "De olho no Mercado". Caderno 2. O Estado de S. Paulo. São Paulo, 09/01/2000.
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