14 de Janeiro. Onde Estás?

O trecho texto dessa oração do poeta baiano, que mostram os gemidos africanos, baseado nos escravos como um tipo brasileiro de profeta. Segundo Almeida (2012), “inevitável não ficar impressionado com a semelhança desse poema...” Após 143 anos, esse poema ainda continua marcando nossa sociedade e muitas vezes até nos perguntamos: “Deus, onde Estás?”

O texto traz a tona uma seguinte reflexão, de que a língua de um pode ser entendida ao outro. Segundo Almeida (2012), o “Poeta mundano e seguidor cristão vão reconhecendo seus pés sobre o mesmo chão da vida”.

Mas hoje como estamos estreando nosso blog. Bem aqui estaremos trazendo Castro Alves. Vamos ouvir um pedaço desse papo:


"Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?

Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes

Embuçado nos céus?

Há dois mil anos te mandei meu grito,

Que embalde desde então corre o infinito...

Onde estás, Senhor Deus?...

Qual Prometeu tu me amarraste um dia

Do deserto na rubra penedia

— Infinito: galé! ...

Por abutre — me deste o sol candente,

E a terra de Suez — foi a corrente

Que me ligaste ao pé..."

Vozes d’África – Castro Alves

Vídeo Baseado nesse texto que ainda depois de 143 anos continua existindo no nosso dia-a-dia:



Citações: ALMEIDA, Marcos. Castro Alves pergunta: Deus, onde estás? Nossa Brasilidade, 2012.
Texto: ALVES, Castro. Vozes D'África (Domínio Público), 1968.
Video: Almeida, Marcos. EP-Palavraantiga Vol.1, Deus onde Estás?, 2007

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