O trecho texto dessa oração do poeta baiano, que mostram os gemidos africanos, baseado nos escravos como um tipo brasileiro de profeta. Segundo Almeida (2012), “inevitável não ficar impressionado com a semelhança desse poema...” Após 143 anos, esse poema ainda continua marcando nossa sociedade e muitas vezes até nos perguntamos: “Deus, onde Estás?”
O texto traz a tona uma seguinte reflexão, de que a língua de um pode ser entendida ao outro. Segundo Almeida (2012), o “Poeta mundano e seguidor cristão vão reconhecendo seus pés sobre o mesmo chão da vida”.
Mas hoje como estamos estreando nosso blog. Bem aqui estaremos trazendo Castro Alves. Vamos ouvir um pedaço desse papo:
"Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?
Em que mundo, em qu'estrela tu t'escondes
Embuçado nos céus?
Há dois mil anos te mandei meu grito,
Que embalde desde então corre o infinito...
Onde estás, Senhor Deus?...
Qual Prometeu tu me amarraste um dia
Do deserto na rubra penedia
— Infinito: galé! ...
Por abutre — me deste o sol candente,
E a terra de Suez — foi a corrente
Que me ligaste ao pé..."
Vozes d’África – Castro Alves
Vídeo Baseado nesse texto que ainda depois de 143 anos continua existindo no nosso dia-a-dia:
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